sábado, 22 de março de 2008

Janelinhas e Piano

Como é que pode a vida passar assim tão rápido ?!?!



E o Lucas, quando viu o irmão mostrando o sorriso banguela, também quis tirar uma foto do Piano!



sexta-feira, 21 de março de 2008

Brandade de Bacalhau

Esta foi preparada no ano passado e, por falta de tempo, acabei não postando. É a minha adaptação da receita tradicional, utilizando mandioquinha (batata baroa) ao invés de batata, com um toque de leite de coco.

As quantidades abaixo consideram que muita gente virá para a mesa. Afinal, tanto judeus quanto cristãos comemoram a Páscoa congregando a família.

Você pode preparar com antecedência e servir com uma salada verde ou talvez arroz branco refogado com pedacinhos de couve rasgada. Garanto que fica uma delícia.

Sirvo bacalhau nesta data apenas por tradição. Não acredito que deixar de comer carne na 6ª feira-santa vai me tornar melhor ou pior. Para mim, Páscoa significa mais: fala da redenção através da entrega, morte e ressurreição, que foi o verdadeiro propósito de vida de Cristo. Fala do sacrifício em prol do próximo. É um cumprir de metas e profecias milenares. E, como no Pessach judaico, me lembra de que a vida tem grandes momentos de mudança e transformação. Sempre para melhor.

Boa Páscoa a todos!

Brandade de Bacalhau ao meu modo

Ingredientes:

- 1,5kg de bacalhau.
- 2,5kg de mandioquinha.
- 1 vidro (200ml) de leite de coco.
- 2 colheres de sopa de salsinha fresca bem picada.
- ½ xícara de azeite de oliva extra virgem.
- 5 dentes de alho finamente picados.
- Sal o quanto baste.
- leite, o quanto baste.

Modo de preparo:

1. Dessalgue o bacalhau: de um dia para o outro, troque a água aproximadamente 5 vezes.
2. Cozinhe o bacalhau por 20 minutos em 1 litro de água + 1 copo de leite.
3. Escorra o bacalhau e, após esfriar, desmanche-o em lascas grandes (não desfie, desmanche) retirando as espinhas. Reserve.
4. Cozinhe a mandioquinha com casca, em água abundante, até que fique macia.
5. Descasque a mandioquinha e, enquanto estiver morna, amasse-a ou passe por um processador.
6. Coloque o azeite e o óleo picado em uma panela pequena. Leve ao fogo brando para “cozinhar” o alho levemente. Cuidado para não torrar o alho, nem dourá-lo. O que se quer, na verdade, é aromatizar o azeite com o alho. Reserve.
7. Em uma tigela grande, misture a mandioquinha amassada com o leite de coco. Acrescente o azeite e o alho e misture bem. Acrescente a salsinha picada e misture bem. Se este purée estiver muito firme, acrescente um pouco de leite. O que queremos é um purée aveludado. Acerte o sal, com cautela. O bacalhau já é um ingrediente salgado.
8. Monte o prato: cubra o fundo de um refratário com metade do purée. Acomode as lascas de bacalhau. Cubra as lascas de bacalhau com o restante do purée.
9. Leve ao forno pré-aquecido por aproximadamente 20 minutos, até que esteja levemente dourado.

terça-feira, 18 de março de 2008

Harmonização Virtual



A idéia foi proposta por dois blogs: Le Vin au Blog e Gourmandise. O primeiro indicou a receita, o segundo, o vinho para harmonizar. Blogueiros e leitores foram convidados a participar. Bastava fazer o prato, degustá-lo com o vinho sugerido e tecer os comentários e conclusões. Aderi na hora.

Desculpem-me pela foto. Ela não reflete a delícia que é a torta de cebolas: rica, saborosa e fácil de fazer. Utilizei cebolas roxas ao invés da cebola comum e não resisti acrescentar ao recheio uma colher de sopa de moutarde à l'ancienne. Ficou muito bom e já está no meu caderno de receitas.

Por telefone, consegui comprar a última garrafa do Foster Mariengarten Riesling Kabinnet 2006 que havia na Decanter, onde fui muito bem atendido pela Ana Flávia. Confesso que tenho certo preconceito contra vinho branco alemão. Provavelmente da época em que os “garrafa-azul” invadiram o Brasil. Também não gosto de vinho branco adocicado. Mas aqui houve uma quebra de paradigmas. Apesar de ser bastante doce para o meu gosto, o Foster Mariengarten apresentou-se muito elegante, fresco e “redondo”. Fácil de beber. Na minha opinião, combinou muito bem com a torta e a salada verde que a acompanhou. Acho que queijos tipo “Rypenaer” ou “Gouda” também seriam boa combinação. Gostei da experiência e espero ansioso pelas próximas “harmonizações virtuais”.

Torta de Cebolas
receita de Mercedes Gomes, sugerida por Gourmandise e Le Vi nau Blog
Ingredientes – Massa:
- 250 g de farinha de trigo.
- 150 g de manteiga gelada cortada em pedacinhos.
- 1 pitada de sal.
- 1 gema de ovo.
- 1/4 de xícara de água gelada.

Modo de Preparo –Massa:

Misture a farinha, o sal e a manteiga rapidamente, com a ponta dos dedos até formar uma farofa. Acrescente a água e a gema. Trabalhe a massa até ficar homogênea. Coloque dentro de um plástico e deixe na geladeira por uma hora. Estique a massa e revista a forma. Ainda sem o recheio, coloque no forno por alguns minutos. Faça furinhos na massa com o garfo.

Ingredientes – Recheio:
- 2kg de cebola em rodelas finas.
- 4 colheres de manteiga.
- 2 latas de creme de leite sem soro.
- noz moscada ralada.
- sal.
- fatias de bacon bem picadas.
- 4 colheres de queijo ralado.

Modo de fazer - Recheio:

Derreta a manteiga com o bacon, deixe fritar um pouco. Junte as cebolas até murcharem e ficarem com aspecto cremoso. Retirar do fogo, deixar esfriar e acrescentar o creme de leite, a noz-moscada, o sal e o queijo, mexendo sempre. Coloque o recheio na massa que já foi por alguns minutos no forno. Assa-se em forma untada, que tenha o fundo removível.

- Vinho: Foster Meriengarten Riesling Kabinett 2006 branco.
- Eugen Müller, Pfalz, Alemanha.
- 100% Riesling
- Cor amarelo pálido, quase esverdeado. Aroma de mel (?), minerais (?), maçã verde (?) (não consegui identificar bem...). Na boca refrescante, bastante doçura, gostoso, apesar de bem doce. Gostei. Importador: Decanter. Aberto em 16.mar.2008.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Eles Estão Chegando!


Para a minha alegria e a dos passarinhos também. Começou a temporada dos caquis!

domingo, 16 de março de 2008

Para Gourmands Preguiçosos...


...esta sobremesa facílima. Ideal também para quem não gosta de doce muito doce.
Trata-se de um simples creme de mascarpone com calda de chocolate. O segredo é a qualidade dos ingredientes. Mascarpone de primeira, açúcar baunilhado de verdade (é muito fácil fazer em casa: enfie uma fava de baunilha, utilizada ou não, em um pote hermético com 500g de açúcar cristal. Começa a ficar aromático após 1 semana.) e chocolate amargo com pelo menos 60% de cacau. Sirva nas taças mais charmosas que encontrar.

Creme de Mascarpone com Chocolate

Ingredientes do creme:

- 390g de mascarpone gelado.
- 120ml de leite integral gelado.
- 30g de açúcar baunilhado.
- 1 colher de café de raspas de laranja.

Ingredientes da Calda:

- 100g de chocolate amargo (pelo menos 60% cacau) picado grosseiramente.
-12oml de leite integral.
Modo de Preparo:

1. Bata na batedeira todos os ingredientes do creme, por cerca de 3 mintuos ou até ficar com consistência de mousse (chantilly). Acomode o creme displicentemente nas taças e leva à geladeira.
2. Na hora de servir, derreta o chocolate com o leite no microondas, mexendo de vez em quando até ficar homogêneo. Despeje esta calda sobre as taças com creme.

sábado, 15 de março de 2008

Ensopadinho...


Acontecia sempre às quartas-feiras no almoço. A receita era bem simples – carne e legumes disponíveis, cortados em cubos, temperados, refogados e cozidos em um tiquinho de água. Era a forma de aproveitar os legumes que sobravam, sempre nas vésperas de feira (quando eu era moleque a gente ia à feira uma vez por semana...). Assim não havia desperdício. E o que sobrava do almoço era batido no liquidificador e virava sopa à noite, sempre com macarrão-argolinha.

Meu pai adorava: com o ensopadinho no prato, amassava levemente os legumes com garfo e sobre eles colocava um generoso fio de azeite. Para completar, arroz, feijão e salada de agrião. Nada mais trivial e brasileiro.

No último fim-de-semana, chegando de viagem, tive saudades daquele ensopadinho da minha infância. Infelizmente, minha mãe já tinha compromisso para o almoço de domingo, o que me obrigou a criar a minha própria versão, bem diferente da original (comida de mãe ninguém consegue imitar!).

Usei a panela de ferro, aproveitei um paio e quase todos os legumes da geladeira, um pouco de vinho tinto e algumas ervas. Para acompanhar, canjiquinha (quirera) cozida bem macia, na textura de polenta (4 partes de água para 1 de canjiquinha + manteiga e sal a gosto). Tomamos um “Escudo Rojo 2006”, que comprei no Freeshop por módicos US$ 14,50. Eis aí minha versão de “Comfort Food” familiar.

Ensopadinho à minha moda

Ingredientes:

- 700g de coxão mole cortado em cubos de aproximadamente 2cm.
- 1 colher de sopa de manteiga.
- 2 folhas de louro.
- 2 cravos da Índia.
- 1 colher de café de tomilho.
- 3 dentes de alho descascados.
- 1 paio em rodelas.
- 2 colheres de café de açúcar.
- 200ml de vinho tinto.
- 2 colheres de sopa de purê de tomate.
- 1 litro de caldo de carne.
- Legumes disponíveis, picados em cubos ou rodelas (depende do legume – nesta versão utilizei cebola, batata, cenoura, tomates-cereja, abobrinha, vagem, pimentão vermelho e amarelo).
- 1 galho de alecrim fresco.
- Azeite de oliva extra-virgem o quanto baste.

Modo de preparo:

1. Aqueça bem a panela de ferro.
2. Acrescente a manteiga, deixe-a derreter e refogue nela os cubos de carne. Geralmente a carne solta seu caldo neste momento. Mantenha o fogo bem alto até que todo caldo evapore e a carne comece a dourar. Neste momento, acrescente o açúcar, mexendo de vez em quando.
3. Acrescente então o paio em rodelas, os dentes de alho, os cravos da Índia as folhas de louro e o tomilho. Refogue por 1 minuto e acrescente o purê de tomate, mexendo sempre. Refogue por mais 1 minuto.
4. Acrescente o vinho tinto. Quando reduzir pela metade acrescente o caldo de carne. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 30 minutos.
5. A partir deste ponto, basta ir juntando os legumes. Primeiro os que levam mais tempo para cozinhar, seguidos dos que cozinham mais rápido. Neste caso, coloquei primeiro as batatas e as cebolas. Quando estavam quase macias, acrescentei as cenouras. Esperei mais um pouco e, por último, coloquei o restante dos legumes, junto com o galho de alecrim (a foto do post é justamente deste momento). Tampei até que esta última leva de legumes estivesse cozida, porém firme. Reguei com azeite e servi imediatamente.

- Vinho: Escudo Rojo 2006, tinto.
- Baron Philippe de Rothschild, Maipo, Chile.
- 41% Cabernet Sauvignon / 41% Carmenère / 13% Syrah / 5% Cabernet Franc
Cor rubi escuro intenso, consistente. Aroma de pimenta vermelha seca, tostado e madeira. Na boca frutas vermelhas, ameixa. Acidez equilibrada, taninos finos, bom corpo. Carnoso. Gostoso.

Aprendiz V - Falou e Disse.

Texto definitivo do Luiz Horta, publicado no Glupt!
http://luizhorta.wordpress.com/2008/03/10/um-pouco-de-ritual-convem/