segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mangá Lady

No metrô: não resisti, passei óleo de peroba na cara e mandei ver na minha kodakinha mixuruca.

Me diga se a ilustre passageira da foto abaixo não parece saída de uma página de história em quadrinhos japonesa...

domingo, 3 de agosto de 2008

Esclarecendo

Minhas viagens ao exterior acontecem regularmente, cerca 2 vezes por mês. Não têm glamour. Faço o possível para que comecem na 2ª e terminem na 6ª. Assim posso passar o fim-de-semana em casa (e nestas ocasiões eu nem aviso por aqui).

A agenda é apertada, muitas, longas reuniões. Sacrifico algumas refeições e tento dormir no avião. Me acostumei a só levar bagagem de mão. Seja para uma viagem de 3 dias ou uma de 1 mês. Só levo bagagem de mão. Havendo lavanderia no hotel, dá tudo certo. É mais prático, mais rápido e você evita o que chamo de “stress-da-espera-junto-à-esteira-de-bagagens-depois-de-12-horas-de-vôo”: tá demorando...será que minha mala extraviou...por que é sempre a última a chegar?

Não costumo fazer passeios turísticos, não costumo tirar fotos (a câmera e seu carregador ocupam espaço...). Como onde for mais prático – geralmente nos restaurantes de hotel, sempre iguais e sem graça. Resumindo, viagem de trabalho é para isto mesmo: trabalhar.

Mas há exceções. Às vezes sou forçado a ficar durante o fim-de-semana e consigo conhecer a cidade, ir a um museu, assistir a um concerto. Às vezes tomo um bom vinho e tenho um jantar agradável e diferente com clientes e colegas. Às vezes a vigem de negócios precisa ser um pouco mais cultural.

Foi o que aconteceu desta vez no Japão. Além de tratar de alguns projetos do nosso escritório de Tokyo, meu objetivo era dar um “banho de cultura” numa colega do Depto. de Pesquisa e Desenvolvimento que estava indo à Ásia pela primeira vez.

Visitamos lugares interessantes, fizemos um intensivo de comida japonesa (ela vai precisar desenvolver produtos para aquele mercado), conversamos com clientes, consumidores e tiramos muitas, muitas fotos.

Por isto a abundância de imagens e assuntos sobre Japão que virão nos próximos posts.

domingo, 27 de julho de 2008

Porque gosto daqui...

Cheguei a Tokyo hoje, ao meio dia. Um novo sistema na imigração pede que você registre suas impressões digitais e tire uma foto para os arquivos. Tudo, é claro, feito no computador. E quando o oficial da imigração digita que o seu passaporte é brasileiro, o sistema começa e dar as instruções em Português! Gentileza que facilita a vida de todos. Detalhes que só se encontram por aqui...

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E no lobby do hotel ouvi esta conversa de duas adolescentes americanas, que fazem parte de um tal programa "people to people ambassadors" (seja lá o que isto signifique):

Menina 1: I think I know the difference between americans and japanese.
Menina 2: Really?!? Good for you.
Menina 1: Japanese are 10 times...100 times more respectful than americans!
Menina 2: Honey, anybody is more respectful than americans!
Não pude deixar de rir e pensar com meus botões: quem dera se a diferença fosse só esta...

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E a foto acima é do anoitecer de hoje, visto do meu quarto. Tokyo tower ao fundo. Tirada com uma kodal pé de boi, que ocupa pouco espaço na mala.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Volto Já!

3 dias no Japão, 2 na Holanda, 1 na Inglaterra e incasáveis horas de avião. volto dia 3.
Até lá!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sobre risotto, novamente

Como é possível que eu esteja casado há 10 anos com uma mulher que não gosta de berinjelas, uvas-passas e, principalmente, cogumelos de qualquer espécie? Só o coração pode explicar. Cá entre nós, são ingredientes deliciosos. E fazem falta no cardápio quotidiano. Principalmente os cogumelos. Shitake, Shimeji, Champignon e cia. só aparecem na minha mesa em dias como hoje, quando estou sozinho em casa. Bela oportunidade para usar parte do pacote de Funghi Porcini de primeiríssima que estava escondido na geladeira.

Em se tratando de Funghi Porcini, penso, penso, e acabo optando sempre por Risotto. Minha receita é “de olho”. Nunca meço as quantidades, vou pela intuição. Importante mesmo é respeitar o processo e o utilizar os melhores ingredientes disponíveis. “Curtir” o preparo, apreciar as nuances do cozimento e os aromas que vão enchendo a cozinha à medida em que o prato vai ficando pronto é quase tão gostoso quanto comê-lo. Uma taça de bom vinho à mão também ajuda...Fazendo com prazer, não tem como errar. Principalmente se você leu o post abaixo e seu link.

Esta noite foi mais ou menos assim:


Risotto de Funghi Porcini (perdoem-me os que gostam de receitas detalhadas)

1. Cobrir os cogumelos com água morna para hidratá-los. Leva mais ou menos 1 hora.
2. Esquentar o caldo de galinha.
3. Refogar em cebola bem picadinha em uma boa quantidade de manteiga, até que esteja transparente.
4. Juntar o arroz (arbóreo ou carnaroli, é claro) e deixar que “absorva” a manteiga.
5. Regar com vinho branco seco, mexendo até evaporar.
6. Juntar o caldo fervente, aos poucos, até que o arroz esteja quase no ponto (al dente). Neste momento, juntar os funghi espremidos e um pouco da água em que ficaram de molho.
7. Mexer de vez em quando, até chegar no ponto (al dente, al onda).
8. Apagar o fogo, juntar mais uma colherada de manteiga, queijo parmiggiano ralado na hora e mexer bem. Desta vez juntei também uma colherada de creme de leite fresco que estava na geladeira.
9. Comer em silêncio e devoção profundos. Afinal, não é todo dia que Porcinni auntênticos estão disponíveis.

Em tempo: No começo eu disse que minha querida detestava qualquer tipo de fungos? Engano. Como em tudo na vida, neste caso também há uma exceção. Gabriela ama as trufas e os azeites aromatizados com elas. Mas obviamente não é isto que mantém um casamento de dez anos...

sábado, 19 de julho de 2008

Compêndio sobre risotto

Tudo que você sempre quis saber sobre risotto mas sempre teve vergonha de perguntar está aqui, no La Cucinetta. Post definitivo com passo a passo, dicas e truques. Lembrei-me de que há meio pacote de boletus edulis comprado em Modena esperando por mim na geladeira...já que a Gabriela está viajando, serão "executados" amanhã.

terça-feira, 15 de julho de 2008

7a. Harmonização Virtual

Cheguei. Com um dia de atraso, mas cheguei. Para participar da 7ª. Harmonização Virtual promovida pelo Gourmandise.

Motivo da demora: penei para conseguir a cerveja que seria harmonizada com o papillote de frango – a La Trappe Trippel. Na verdade, quando estava quase desistindo, achei a La Trappe Dubbel na Varanda Frutas. Como esta não era exatamente a bebida indicada, consultei a Nina, que me deu carta branca para ir em frente. Tudo corria bem e eu planejava preparar o prato para o almoço do último domingo. Acontece que o distraído que lhes escreve concentrou-se tanto na procura da cerveja que esqueceu dos demais ingredientes. Convenhamos, comprar aspargos frescos às 14hs de um domingo não é muito fácil. Nada que uma passadinha em 2 ou 3 supermercados no dia seguinte não resolvesse.

Ingredientes à mão, copos e talheres a postos, eis abaixo a receita, seguida de minhas impressões:

Papillote de frango e aspargo (a foto acima é do papillote antes de ser fechado)

Ingredientes:

- 1 ½ colher de sopa de manteiga
- 30ml de vinho branco seco
- 1 ½ colher de sopa de mostarda Dijon
- 1 colher de sopa de suco de limão
- ½ colher de sopa de manjerona fresca
- pimenta do reino moída na hora
- 2 filés de peito de frango (sem pele e sem osso)
- 227g de aspargo fresco
- 72g de cenoura em tiras finas e longas (julienne)
- clara de ovo (bata até desfazer)
- 2 folhas de papel manteiga (30,5 X 38cm)

Modo de Preparo:

1. Aqueça o forno à 200ºC.
2. Misture vinho, mostarda, suco de limão, manjerona e pimenta.
3. Doure os filés em ½ colher de manteiga derretida. Retire do fogo e corte cada filé em 5-6 fatias (na diagonal).
4. Faça os papillotes: pincele clara de ovo nas laterais do papel manteiga , dobre ao meio (formando um retângulo), feche as duas laterais (dobrando e fechando bem).
5. Coloque os legumes e o frango (metade em cada), distribua o molho nos dois papillotes, regue com a manteiga derretida restante. Feche bem, dobrando.
6. Caso o papel manteiga usado seja muito fino, faça pacotes duplos.
7. Asse por cerca de 12 minutos.

Achamos (eu e a Gabi) a receita deliciosa. Equilibrada, saborosa, Light. O tempo de forno está perfeiro e os legumes saíram com frescor e crocância ideiais. Definitivamente anotado no caderno de receitas. Como acompanhamento servi batatinhas ao murro, pinceladas com manteiga.

Foi a primeira vez que degustei cerveja "seriamente", tentando prestar atenção em aromas, corpo, coloração e persistência. Confesso que tive dificuldade. Estou mais acostumado com vinho. Na minha opinião, o amargor característico da "La Trappe" combinou bem com o aroma da manjerona fresca. Mas as congruências param por aí. Achei que a cerveja encobriu demais as sutilezas e sabores do prato. Não funcionou. Apesar disto, não há como negar que a cerveja é gostosa. Aliás, gosto mais deste tipo de cerveja do que das tipo Pilsener.



- La Trappe Dubbel Trappistenbier, 7% vol.
- Fabricado por Koningshoeven, Berkel-Enschot, Holanda.
Caramelo escura, levemente adocicada. Herbácea, especiarias (noz-moscada?). Saborosa, corpo médio, boa permanência. R$ 36,00 na Varanda Frutas.
Veja também as impressões da Nina e Marcel, Rafaela e Cláudio e do Edu