sábado, 8 de novembro de 2008

Ao chegar...


Toda vez que chego de viagem é assim: vontade de comer comida simples, caseira, sem afetação. Já contei sobre isto aqui.

Desta vez não foi diferente. Após foiegras, queijos e patos, eu queria mesmo era arroz. E feijão também. Fiz este risotto com que havia na despensa. Ficou melhor do que eu esperava. Acho que foi a saudade de casa.

Risotto de Arroz (permitam-me o pleonasmo) com Feijão

Ingredientes:

- 1/2 cebola picada.
- 4 dentes de alho picados.
- 200g de arroz arbóreo.
- Azeite de oliva extra virgem, o quanto baste.
- 200ml de vinho branco.
- Caldo de carne, o quanto baste (mais ou menos uns 600ml).
- 1 folha de louro.
- 150g de tomates-cereja cortados ao meio.
- 170g de feijão rajado cozido(macio, porém firme) e escorrido.
- Alecrim fresco picado, a gosto.
- Pimenta do reino, a gosto.

Modo de Preparo:
1. Numa panela, refogue a cebola e o alho no azeite, até que estejam transparentes, mas sem queimar.
2. Acrescente o arroz arbóreo e a folha de louro mexendo bem até que todos os grãos estejam bem envolvidos pelo azeite.
3. Acrescente o vinho branco, mexendo sempre, até que evapore.
4. Acrescente o caldo de carne quente, pouco a pouco, até que o arroz esteja no ponto (al dente).
5. Acrescente o feijão e mexa por mais 1 minuto e acerte o sal, se necessário.
6. Apague o fogo e junte o tomate e o alecrim. Mexa bem.
7. Sirva com um fio de azeite e pimenta do reino a gosto.

sábado, 1 de novembro de 2008

Na mesa

Papo com o Lucas, 3 anos e meio, durante o almoço deste domingo (Imagine a cena):


Lucas: Pai, você almoçou muita coisa boa lá em Paris?
Eu: almoçar mesmo, filho, não deu muito tempo. Mas eu jantei nuns lugares legais.
Lucas: e o que você comeu?
Eu: Ah, muita coisa gostosa - ostra, pato, coelho...

cinco segundos de silêncio

Lucas, meio resignado: eu nuuunca vou comer coelho...
Eu: Por que, filho? É gostoso!
Lucas: Porque senão, quem vai dar ovo de chocolate prá mim ?!?

Abóboras

Cá estou eu de volta ao Brasil (pelo menos por 1o dias...triste a constatação de que este ano fiquei mais lá do que cá). Chego e me deparo com o condomínio todo enfeitado de "Jack o'Lanterns" e morcegos. Durante esta semana estão servindo "sangue de vampiro" na escola das crianças (quando eu era moleque a bebida chamava-se groselha - isto vale um capítulo à parte). A mãe de um coleguinha do Lucas telefona convidando-o para uma "festinha muito legal" com muitos monstros e terror. Declino, indignado.

Acho que Câmara Cascudo tremeu no túmulo neste dia 31. Tanto folclore de valor no Brasil, tanta tradição, tanta riqueza cultural. E a gente resolve comemorar, cada vez em maior escala, uma festa americana sem identificação com nossos valores e história!?!? Coisa estranha ver a criançada fantasiada de personangens que nunca fizeram parte de nosso imaginário...vindo bater à sua porta falando: trick or treat? Ah, tenham dó!!!

Se é para copiar os USA, que seja no que é bom. Por que não festejar o 7 de setembro com o mesmo patriotismo e entusiasmo do 4 de julho? Ou então, aproveitar o Thanksgiving para juntar a família, exercer gratidão, refletir?

Nem tudo está perdido. Feliz, constato que nenhum dos blogs que indico aqui ao lado fez menção ao famigerado "Halloween".

Quanto à mim, prefiro minhas abóboras descascadas, picadas e cozidas num tacho, com muito açúcar, cravo e canela.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Em Paris, de novo.

Pretensão! Paris coisa nenhuma. Estou mesmo é num hotel em Roissypôle, grudado no Charles de Gaulle (dá prá ver a pista da janela do quarto). Pelo menos é perto do Parc des Expositions, onde acontecerá o Salon International D'Alimentation. SIAL 2008, para os íntimos como eu, que já participei desta feira umas 7 vezes.

Depois de tanto tempo não existem muitas novidades. Sempre as mesmas pessoas, os mesmos stands, os mesmos papos. Muita coisa perde a graça. Fico mesmo é torcendo para a função acabar logo.

Mas uma coisa esta feira tem de legal: o setor de tendências e inovação. Muita informação técnica sobre o que está sendo consumido, o que vai "virar moda" nos próximos anos e a evolução dos diferentes padrões de consumo de alimentos em cada um dos cinco continentes. Hoje, depois de acompanhar a montagem de nosso stand, dei uma passada por lá. Tudo ainda vazio, sem os produtos. Se aparecer coisa interessante, prometo postar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Precoce?

Papo com o David hoje de manhã:

Eu: filho, bom dia. Que saudades. Ontem, quando papai chegou do trabalho você já estava dormindo...alguma novidade?
David: Pai, eu vou formar uma banda com meus amigos!
Eu: Uma banda ?!?!
David: É. Uma banda de rock. O Pedro vai ser o chefe, eu vou ser o líder (?!), a Sofia e a Maria Luisa vão ser do grupo.
Eu: Hummm...legal...e você vai tocar o quê?
David: Batera, é claro!
Eu: Ah...e os outros, vão tocar o quê?
David: Ah, não sei, isso a gente ainda vai decidir...

Fiquei me perguntando quão precoces estão as crianças de hoje. Fui criado ouvindo música de concerto (uns chamam de música clássica, outros de música erudita) desde o berço. Mesmo assim, aos 6 anos não me passava pela cabeça tocar algum instrumento. Muito menos formar uma banda. Fui pensar em música lá pelos 9, 10 anos. E resolvi formar uma banda somente aos 12: um violão de 12 cordas (eu), uma guitarra (o Léo “Curió”) e uma infinidade de pseudo-baixistas-tecladistas-bateristas que foram e voltaram. Queríamos tocar Emerson Lake & Palmer, Pink Floyd e Genesis. Gostávamos também de 14 bis, Roupa Nova, O Terço, Azymuth. Depois resolvi levar o violino a sério, entrei em orquestras e fui músico profissional dos 15 aos 22 anos. Com carteirinha da “Ordem dos Músicos” e tudo. Mas o importante mesmo é que eu tive uma "banda" quando era moleque. Por mais capenga que ela soasse, era uma banda. Precocidades à parte, quem nunca tocou um instrumento, teve uma banda ou pelo menos sonhou em ter uma, não viveu a vida por inteiro.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Me explico:

Os leitores assíduos (acho que uns 3 ou 4) devem estar estranhando o silêncio. Explico que não desisti do blog, nem desanimei. É que ando numa fase puxada, de muito trabalho. Daquelas que demandam muita energia. Tenho chegado em casa sem pique para cozinhar (incrível), sem inspiração para escrever. Mas não falta assunto. Tenho um monte de fotos, receitas e causos para publicar. Difícil achar tempo.

Um pouco de paciência. Logo, logo esta fase passa...

domingo, 7 de setembro de 2008

Futura colheita

A pitangueira do quintal está cheia de flores este ano:


As abelhas passaram por aqui para dar uma forcinha. De modo que, se os passarinhos deixarem, vamos ter uma boa colheita.